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Estudo com mais de 36 mil participantes mostra impacto real da proximidade do smartphone; especialistas alertam para os efeitos da luz azul na produção de melatonina Por Redação Infonews24hs | 17 de abril de 2026
Manter o smartphone na mesa de cabeceira tornou-se um hábito quase universal. Mas a ciência tem mostrado que esta prática pode estar a comprometer a qualidade do seu sono mais do que imagina. Uma meta-análise com mais de 36 mil participantes indicou que o uso excessivo do celular aumenta significativamente o risco de má qualidade do sono. O principal vilão não é a radiação — é a tela. A luz azul emitida pelos ecrãs interfere diretamente na libertação de melatonina, o hormônio que sinaliza ao cérebro que é hora de dormir. O que o estudo revelouA investigação incluiu 36 mil participantes de diferentes países, com duração média de acompanhamento de 5 anos. Os estudos analisados foram conduzidos em países como Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Brasil e Alemanha. A equipa de investigadores concluiu que a proximidade do celular durante a noite está associada a piores indicadores de sono. Principais números do estudo
Tabela 1. Comparação dos efeitos conforme a distância do celular
Porque é que afastar o celular funcionaA explicação científica é simples e baseia-se em dois mecanismos principais. O primeiro é a luz azul: os ecrãs dos smartphones emitem comprimentos de onda curtos (entre 400 e 495 nanómetros) que suprimem a produção de melatonina pela glândula pineal. Quando a melatonina é inibida, o cérebro mantém-se em estado de alerta, dificultando o adormecimento. O segundo mecanismo é a distância. A intensidade da exposição aos campos eletromagnéticos diminui rapidamente com a distância — numa relação inversa ao quadrado. Isto significa que, quando o celular é afastado do corpo, a exposição cai drasticamente. Medições mostram que afastar o telemóvel a 1 metro reduz a exposição à radiação em 10 vezes. Quem não deve dormir com o celular por perto
O que isto muda para Angola e BrasilNos dois países, o acesso generalizado a smartphones tem impactado negativamente a qualidade do sono. No Brasil, cerca de 60% da população relatam dificuldades para dormir. Em Angola, observa-se padrão semelhante entre os jovens adultos nas áreas urbanas. Retirar o celular do quarto durante a noite pode ter efeitos profundos na saúde pública. ConclusãoA evidência científica é clara: dormir com o celular ao lado prejudica a qualidade do sono, afeta a produção de melatonina e pode comprometer a saúde a longo prazo. A solução é simples — manter o aparelho a pelo menos um metro de distância ou fora do quarto durante a noite. Tabela de recomendações práticas
Aviso importante: este artigo tem fins exclusivamente informativos. Consulte o seu médico se tiver dificuldades persistentes para dormir ou se os sintomas de insónia se prolongarem por mais de 15 dias. Referências completas
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