TRUMP DIZ À NAÇÃO QUE GUERRA COM O IRÃ ESTÁ "QUASE COMPLETA" MAS AMEAÇA ATAQUES AINDA MAIS DUROS (US Iran War Trump Speech April 2026)

 

Donald Trump speech April 2026 about US Iran war, warning of stronger attacks despite claiming war nearly complete, global tension and oil crisis impact.
Em discurso em horário nobre na Casa Branca, o presidente americano prometeu trazer o Irã "de volta à Idade da Pedra" nas próximas duas a três semanas. Os mercados reagiram em queda e o petróleo disparou quase 4%

Donald Trump usou um discurso em horário nobre na quarta-feira à noite, 1 de abril, para se dirigir pela primeira vez à nação americana sobre a guerra com o Irã, agora no seu 33º dia. A mensagem foi dupla e contraditória: o presidente garantiu que os objectivos militares estão "quase completos" e que a operação terminará "muito em breve" — mas prometeu ao mesmo tempo ataques "extremamente duros" nas próximas duas a três semanas. "Vamos trazê-los de volta à Idade da Pedra onde pertencem", disse Trump, num tom que deixou analistas e mercados mais preocupados, não menos.

A guerra, que começou a 28 de fevereiro com a operação denominada "Epic Fury", já custou a vida a 13 militares americanos e feriu outros 348, segundo o Pentágono. Do lado iraniano, a organização Human Rights Activists News Agency contabiliza pelo menos 3.519 mortos desde o início dos bombardeamentos. O Irã mantém o Estreito de Ormuz bloqueado — a artéria por onde passa 20% do petróleo mundial — e continuou a disparar mísseis balísticos e drones contra países do Golfo durante a madrugada desta quinta-feira.

Trump justificou o ataque afirmando que o Irã estava a reconstruir o seu programa nuclear numa nova localização, depois de a operação anterior do ano passado ter destruído as instalações originais. "Obliterámos completamente esses sítios nucleares. O regime tentou reconstruir o seu programa numa localização totalmente diferente", disse. O presidente declarou que a marinha iraniana "está destruída", a força aérea "em ruínas" e que "a maioria dos seus líderes, terroristas, está morta" — incluindo o Supremo Líder Ali Khamenei, falecido durante o conflito.

Os mercados reagiram de imediato. Os futuros do S&P 500 caíram 0,75%, os do Nasdaq perderam 1% e os do Dow Jones recuaram mais de 310 pontos logo após o discurso. O petróleo Brent saltou de 99 para 106 dólares por barril. Os preços da gasolina nos EUA já subiram mais de 30% desde o início da guerra, ultrapassando os 4 dólares por galão em média — um número politicamente sensível que está a pressionar fortemente a popularidade de Trump.

O presidente aproveitou o discurso para atacar os aliados da NATO, dizendo que os países que dependem do petróleo do Médio Oriente deviam "ter coragem" e proteger o Estreito de Ormuz por conta própria. Trump confirmou que está a considerar a saída dos EUA da aliança militar, uma declaração que ontem causou alarme nas capitais europeias. O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, está previsto visitar a Casa Branca na próxima semana.

O senador Mark Warner, vice-presidente do Comité de Inteligência do Senado, criticou duramente o discurso. "O discurso do presidente Trump esta noite fez pouco para responder às perguntas mais básicas que o povo americano merece quando a nossa nação está envolvida num conflito custoso e perigoso com o Irã", disse o democrata, acrescentando que a guerra está a fazer subir os preços da gasolina, do gasóleo, dos fertilizantes e do alumínio "com consequências que vão continuar a propagar-se pela economia durante muito tempo".

O Irã rejeitou todas as afirmações de Trump e o presidente iraniano Masoud Pezeshkian publicou uma carta aberta ao povo americano perguntando se esta guerra estava verdadeiramente a servir o princípio "America First". Teerão garantiu que continuará a combater enquanto os ataques americanos e israelitas prosseguirem.

Esta manhã, os mercados asiáticos abriram em queda. O Nikkei perdeu 1,4%, a bolsa sul-coreana caiu 2,82% e Hong Kong abriu 0,5% em baixo. A guerra que Trump prometeu seria rápida entra no segundo mês — e ainda não tem data de fim à vista.

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