NOVO SELECIONADOR DAS PALANCAS NEGRAS E É APRESENTADO AMANHÃ EM LUANDA (Angola New Coach Palancas Negras 2026)

Jean-Michel Cavalli treinador francês apresentado como novo selecionador da selecção nacional de Angola Palancas Negras em Luanda em abril de 2026.
A Federação Angolana de Futebol apresenta esta quinta-feira em Luanda o francês Jean-Michel Cavalli como novo selecionador das Palancas Negras. O técnico assina por dois anos e herda uma equipa em reconstrução.

O francês de 69 anos sucede a Patrice Beaumelle, que saiu para o Espérance de Tunis. A FAF tentou primeiro Aliou Cissé mas as negociações falharam. Cavalli assina por dois anos com salário entre 30 a 40 mil dólares mensais

As Palancas Negras têm novo comandante. A Federação Angolana de Futebol (FAF) anuncia esta quinta-feira, 9 de abril, a apresentação oficial de Jean-Michel Cavalli como novo selecionador nacional de Angola, num evento aguardado em Luanda que encerra semanas de negociações intensas nos bastidores do futebol africano.

O técnico francês, que completa 69 anos em julho, chega a Luanda para iniciar um novo ciclo das Palancas Negras após um período de turbulência. A saída de Patrice Beaumelle — que orientou a equipa a partir de setembro de 2025 e deixou Angola para assinar pelo Espérance de Tunis da Tunísia deixou a FAF obrigada a agir rapidamente. O vice-presidente para as selecções nacionais, Carlos Alonso "Kali", viajou até França para fechar negociações com o novo técnico.

A primeira escolha da FAF foi o senegalês Aliou Cissé, o homem que conduziu o Senegal às conquistas da CAN 2022 e do Chan 2023 e que estava ligado à selecção da Líbia. As negociações chegaram a estar avançadas, mas acabaram por falhar  a Líbia tinha salários em atraso, o que complicou juridicamente a saída de Cissé sem um acordo formal de rescisão. Sem tempo para esperar, a FAF avançou para Cavalli.

Jean-Michel Cavalli tem um currículo sólido no futebol africano. Como seleccionador, orientou a Argélia entre 2004 e 2006, e o Níger entre 2020 e 2023. A nível de clubes, trabalhou no Wydad Casablanca de Marrocos, no MC Oran da Argélia e no Club Africain da Tunísia. O seu último trabalho foi no Pristina, do Kosovo, antes de aceitar o convite angolano. Fala francês  a língua que a FAF parece privilegiar nos últimos selecionadores e tem experiência directa com o contexto e a complexidade do futebol africano.

O contrato assinado prevê dois anos de ligação às Palancas Negras, com um salário mensal entre 30 a 40 mil dólares, acrescido de casa, viatura e viagens. Os detalhes financeiros exactos, porém, não serão divulgados publicamente o presidente da FAF, Alves Simões, já deixou claro que esse é um assunto sigiloso.

O contexto em que Cavalli assume o cargo é de reconstrução. Angola foi eliminada prematuramente no CAN 2025 disputado em Marrocos  uma desilusão para um país que na edição anterior, em 2024 na Costa do Marfim, tinha chegado aos quartos de final. A janela de qualificação para o Mundial de 2026 ficou para trás. O novo desafio passa por relançar uma geração com talento  onde brilham nomes como Zito Luvumbo, que esta semana jogou contra Mbappé e Vinicius Júnior no campeonato espanhol e por recuperar a credibilidade competitiva das Palancas Negras nas próximas competições continentais.

Angola e o seu futebol estão em movimento. Amanhã começa um novo capítulo.


Post a Comment

Previous Post Next Post