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Longa termina com placa que indica sequência; material já filmado dos anos 90 e 2000 pode ser reaproveitado em eventual continuação Por Redação Infonews24hs | 26 de abril de 2026
"Michael", o aguardado filme biográfico sobre o Rei do Pop, estreou nos cinemas a 24 de abril de 2026 com uma surpresa nos créditos finais. Após mais de duas horas de filme, uma placa dourada surge no ecrã com a frase: "His story continues" A história dele continua". A mensagem, inserida há cerca de um mês, levantou imediatamente especulações sobre uma segunda parte do biopic. O filme atual termina com Michael Jackson a iniciar a sua carreira a solo, após o fim da The Victory Tour com os irmãos em 1984. A última cena mostra o cantor a atuar no icónico concerto de Wembley durante a Bad Tour, em 1988. As décadas seguintes incluindo os álbuns "Dangerous", "HIStory" e o projecto "This Is It" ficaram de fora. A confirmação dos estúdios e dos atoresO presidente da Lionsgate, Adam Fogelson, confirmou publicamente que os estúdios estão a ponderar uma sequela. "Absolutamente temos mais história para contar. Preparámo-nos para esse momento. E se o público confirmar que quer mais, estamos prontos para entregar o mais rapidamente possível", afirmou Fogelson na premiere do filme. O ator Colman Domingo, que interpreta o pai do cantor, Joe Jackson, também deixou pistas sobre o assunto. "Existe a possibilidade de haver uma segunda parte, que pode abordar algumas outras coisas que aconteceram depois. Este filme é sobre a formação de Michael, como ele foi criado e como tentou encontrar a sua voz como artista a solo", disse o ator. Segundo fontes da indústria citadas pela imprensa internacional, o material originalmente filmado para o biopic ultrapassava as três horas e meia. Cerca de um terço desse material incluindo cenas das digressões "Dangerous" e "Invincible", bem como uma sequência do allanamento policial ao rancho Neverland poderia ser reaproveitado numa eventual continuação. Porque é que o segundo filme foi "empurrado" para a frenteA decisão de dividir a história em dois filmes não foi originalmente planeada. O projeto sofreu uma reviravolta quando a equipa descobriu que um acordo de indemnização com um antigo acusador impedia que este fosse retratado em produções comerciais. A cláusula, contida num acordo com o espólio de Michael Jackson, impossibilitou que a versão inicial do filme que dedicava um terço do seu tempo às acusações de abuso sexual fosse lançada como planeado. Foram necessários 22 dias de refilmagens em junho de 2025, com custos adicionais suportados pelo espólio do cantor. Foi neste contexto que surgiu a proposta de dividir o filme em duas partes. A versão final do primeiro filme optou por se focar na ascensão musical de Michael Jackson, deixando de lado as polémicas. O que pode ser abordado na sequelaUma eventual segunda parte do biopic teria matéria-prima abundante para explorar. As décadas de 1990 e 2000 foram marcadas por momentos icónicos da carreira de Michael Jackson, incluindo o lançamento do álbum "Dangerous" (1991), a Dangerous World Tour, o impacto global do álbum "HIStory" (1995), a sua actuação no Super Bowl de 1993 e a criação do rancho Neverland. No entanto, o maior desafio para os realizadores será a forma como abordarão as polémicas que marcaram a vida do cantor. As acusações de abuso sexual, que resultaram num julgamento em 2005 do qual Jackson foi absolvido de todas as acusações, são parte inevitável da sua biografia. A mesma cláusula legal que obrigou às refilmagens do primeiro filme continuará a ser um obstáculo para a representação de certos eventos. Outro capítulo importante que poderia ser retratado na sequela são os preparativos para a digressão "This Is It", que terminou abruptamente com a morte do cantor a 25 de junho de 2009, aos 50 anos. Cenas cortadas e atores excluídos do primeiro filmeA atriz Kat Graham, que havia sido anunciada para interpretar Diana Ross, confirmou que as suas cenas foram removidas da versão final do filme devido a "considerações legais". "Quero partilhar que certas considerações legais afetaram algumas cenas, incluindo aquelas que filmei com um elenco incrível. Infelizmente, estes momentos já não fazem parte do corte final", escreveu a atriz na rede social X. A relação entre Michael Jackson e Diana Ross era profunda e duradoura. O cantor conheceu Ross ainda criança, durante os primeiros anos com os Jackson 5. O irmão do cantor, Jermaine Jackson, chegou a afirmar que Michael escreveu a canção "Remember the Time" (1992) com Ross em mente. Além das cenas de Diana Ross, a irmã do cantor, Janet Jackson, também não aparece no filme aparentemente a seu próprio pedido. A ausência de figuras-chave como estas poderá ser colmatada na segunda parte, caso os estúdios consigam resolver as questões legais e contratuais envolvidas. O fator bilheteira e o futuro da franquiaEmbora a Lionsgate ainda não tenha dado luz verde oficial à sequela, as projeções de bilheteira para "Michael" são promissoras. Estima-se que o filme possa arrecadar entre 65 e 70 milhões de dólares no mercado doméstico americano e cerca de 150 milhões a nível global no fim de semana de estreia. De acordo com fontes da indústria, a Lionsgate deverá dar luz verde à sequela caso o filme ultrapasse os 700 milhões de dólares em receitas mundiais. O sucesso de bilheteira, aliado ao entusiasmo dos fãs, será o principal motor para a continuação do projeto. O realizador Antoine Fuqua, conhecido por filmes como "Dia de Treino" e "O Protetor", ainda não se pronunciou publicamente sobre o seu envolvimento numa potencial sequela. O argumentista John Logan, que escreveu o primeiro filme, também deverá regressar caso o projeto avance. Para já, a mensagem nos créditos finais "A história dele continua" é a garantia de que, se os números assim o ditarem, os fãs do Rei do Pop podem esperar voltar ao cinema para testemunhar o resto da sua vida no grande ecrã. Aviso importante: Este artigo tem fins exclusivamente informativos. A produção de uma sequela do biopic "Michael" ainda não foi oficialmente confirmada pelos estúdios Lionsgate e Universal. As informações baseiam-se em declarações públicas de envolvidos no projeto e em fontes da indústria citadas pela imprensa internacional. Referências completas
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