A rivalidade entre Cristiano Ronaldo e Lionel Messi nunca deixa de gerar polémica. Desta vez, a bomba veio de Joe Cole, antigo internacional inglês, que lançou uma declaração devastadora que está a abalar o mundo do futebol. O ex-jogador do Chelsea e Liverpool afirmou, sem rodeios, que o português passa as noites a desejar ser tão bom quanto o argentino, numa frase que vai provocar uma onda de reacções impossível de travar.
As palavras foram proferidas na TNT Sports, durante uma conversa sobre as maiores rivalidades da história do desporto. Cole não escolheu meias medidas ao abordar o tema. "Penso que todos os futebolistas, independentemente daquilo que venceram, devem ter um certo nível de arrependimento. Eu penso que Ronaldo, provavelmente, deita a cabeça na almofada, todas as noites, e pensa: quem me dera ser tão bom quanto Messi. Percebem o que quero dizer?", disparou o antigo médio inglês, numa declaração que resume, na sua visão, o peso psicológico que a sombra de Messi terá sempre sobre Ronaldo.
Glenn Hoddle, outro histórico do futebol inglês e antigo seleccionador da Inglaterra, que participava na mesma conversa, quis então saber o que pensaria Messi de tudo isto. A resposta de Cole chegou entre risos mas com uma carga simbólica enorme. "Messi está bem. Foi o único que chegou lá, já fez de tudo. Sim, ele dorme bem. Já os restantes de nós..." Uma comparação que coloca o argentino num patamar de serenidade e completude que Joe Cole entende estar fora do alcance de qualquer outro jogador, incluindo Ronaldo.
A declaração surge num momento particularmente sensível para o debate do GOAT. Com o Mundial 2026 a pouco mais de dois meses, Ronaldo e Messi preparam-se para aquela que será, quase certamente, a última grande competição das suas carreiras. O português, que faz 41 anos durante o torneio, está lesionado e falhou os particulares de preparação de Portugal frente ao México e aos Estados Unidos. Messi, por sua vez, ainda não confirmou definitivamente a sua participação mas é esperado que lidere a Argentina na defesa do título conquistado no Qatar. A possibilidade de os dois se defrontarem numa final do Mundial, com o Azteca ou o MetLife Stadium como palco, é o sonho de todos os amantes do futebol e o debate que não tem fim à vista.
Do lado dos que discordam de Cole, os argumentos são sólidos e abundantes. Ronaldo é o melhor marcador da história do futebol com 965 golos em jogos oficiais, o recordista de golos em Mundiais, o único jogador a marcar em cinco edições da competição e o dono de cinco Ligas dos Campeões distribuídas por três clubes diferentes. Roberto Martínez, seleccionador de Portugal, foi aliás cirúrgico ao fechar o debate quando questionado recentemente sobre o tema. "Ele será o maior jogador de sempre, quer ganhe o Mundial ou não", afirmou o técnico espanhol, recusando que um único troféu possa definir um legado construído ao longo de mais de duas décadas de excelência absoluta.
Mas Joe Cole não faz parte do grupo dos que calam. A sua declaração ficará registada, discutida e contestada durante muito tempo. E Cristiano Ronaldo, que nunca na vida deixou uma provocação sem resposta, vai certamente saber o que foi dito sobre ele. A questão é saber quando e de que forma vai responder. Porque com CR7, a resposta acontece sempre. Geralmente com um golo.

