Nos penaltis, frente a uma Itália reduzida a dez homens, a Bósnia-Herzegovina garantiu uma das classificações mais emocionantes da história do futebol europeu.
A Bósnia-Herzegovina está na Copa do Mundo de 2026. No Estádio Bilino Polje, em Zenica, diante de uma multidão em êxtase, a seleção bósnia eliminou a Itália nos penaltis depois de um empate de 1 a 1, e carimba o passaporte para o Mundial da América do Norte. É um momento histórico para um país que esperava por isso há mais de uma década.
O jogo foi uma montanha-russa de emoções. A Itália abriu o marcador e pareceu controlar o encontro até que Alessandro Bastoni foi expulso ainda na primeira parte, deixando a Azzurra reduzida a dez homens. A Bósnia aproveitou a vantagem numérica, pressionou com qualidade e Tabaković igualou com um remate dentro da área. O empate resistiu até ao fim da prorrogação e o destino do bilhete para o Mundial ficou nas grandes penalidades.
"Temos a vontade de fazer a nação feliz. Sabemos há quanto tempo estamos num espiral negativo no futebol, mas podemos ser nós a quebrar o gelo."
Sergej Barbarez, selecionador da Bósnia-Herzegovina, antes do jogo
Pio Esposito e Bryan Cristante falharam as suas respetivas grandes penalidades pelo lado italiano. A Bósnia não tremeu, converteu as suas cobranças com frieza e desatou a festa em Zenica. Nas bancadas, nas ruas de Sarajevo e em todo o país, uma nação inteira celebrou como há muito não celebrava.
Para Edin Dzeko, capitão e lenda do futebol bósnio, o momento tem um sabor muito especial. Com 40 anos, o antigo avançado do Roma e do Inter de Milão despede-se da competição internacional com a maior conquista possível, uma vaga no Mundial. Dzeko marcou em Cardiff frente ao País de Gales na meia-final, foi decisivo ao longo de toda a campanha e saiu do relvado em Zenica entre lágrimas e ovações.
A Bósnia integra o Grupo B do Mundial, onde vai defrontar o Canadá, o Qatar e a Suíça. Será a segunda participação da seleção bósnia numa Copa do Mundo, depois da estreia histórica no Brasil em 2014. Desta vez chegam com a experiência de um grupo maduro, a liderança de Dzeko e a euforia de um país que voltou a acreditar no seu futebol.

