Samurai Azuis marcaram na estreia do Grupo E com uma exibição de gala, carimbando a 1000.ª partida da história dos Campeonatos do Mundo com uma goleada que impressionou os adeptos presentes no estádio e deixou a Tunísia sem reação durante os 90 minutos
Por Redação Infonews24hs | 21 de junho de 2026
O Japão entrou para a história da Copa do Mundo de 2026 ao vencer a Tunísia por 4-0, na partida que marcou o 1000.º jogo da história do torneio. A goleada, construída com golos de Takumi Minamino, Kyogo Furuhashi, Daichi Kamada e um autogolo de Yassine Meriah, deu aos Samurai Azuis a liderança isolada do Grupo E, com a Tunísia a ocupar o último lugar do grupo, numa estreia que promete ser inesquecível para os adeptos japoneses.
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Um jogo para a história
O encontro, disputado no estádio do Kansas City, foi histórico muito antes do apito inicial. A FIFA escolheu o Japão para protagonizar o jogo 1000 da história do Mundial, em reconhecimento à sua tradição no futebol mundial. O selecionador japonês, Hajime Moriyasu, afirmou na antevisão que a equipa estava determinada a honrar a ocasião: "É uma honra jogar este jogo histórico. Queremos mostrar ao mundo a qualidade do futebol japonês."
O Japão entrou em campo com uma formação ofensiva, com Takumi Minamino, Kyogo Furuhashi e Daichi Kamada no ataque. A estratégia de Moriyasu foi clara desde o início: pressionar alto e não dar descanso à defesa tunisina.
O primeiro golo surgiu aos 27 minutos, quando Minamino, antigo jogador do Liverpool, aproveitou um erro da defesa tunisina e finalizou com classe, fazendo o 1-0. A vantagem deu confiança aos japoneses, que continuaram a dominar a posse de bola e a criar oportunidades.
Aos 41 minutos, a defesa tunisina voltou a falhar. Num lance de insistência na área, Yassine Meriah, em tentativa de corte, desviou a bola para a própria baliza, fazendo o 2-0 para os japoneses. O autogolo foi um duro golpe para a equipa de Jalel Kadri, que até ali tinha conseguido segurar o resultado.
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A segunda parte: a goleada consumou-se
Na segunda parte, o Japão não abrandou. Aos 58 minutos, Kyogo Furuhashi, avançado do Celtic, marcou o terceiro golo japonês, numa recarga à entrada da área, após uma defesa incompleta do guarda-redes tunisino. O golo foi um balde de água fria para a equipa africana, que ainda tentou reagir, mas sem sucesso.
O quarto golo surgiu aos 76 minutos, com Daichi Kamada, do Crystal Palace, a completar a goleada. Kamada, que tinha entrado aos 70 minutos, aproveitou um cruzamento da direita e, de cabeça, fez o 4-0 final.
A partida teve ainda outro momento de destaque: o guarda-redes japonês, Zion Suzuki, realizou uma defesa milagrosa aos 82 minutos, negando o golo de honra à Tunísia e mantendo a baliza a zero. A defesa foi uma das mais comentadas nas redes sociais, com muitos adeptos a classificarem-na como uma das melhores da competição.
Análise tática: a superioridade japonesa
A vitória do Japão não foi fruto do acaso. A equipa de Hajime Moriyasu mostrou uma organização tática exemplar, com uma defesa sólida e um ataque rápido e letal. A posse de bola foi de 62% para os japoneses, contra 38% dos tunisinos, e o número de remates foi de 18 para o Japão, contra apenas 5 da Tunísia.
O médio Wataru Endo, do Liverpool, foi o maestro do meio-campo, distribuindo jogo e recuperando bolas com eficácia. A sua atuação foi considerada a melhor do jogo pela imprensa internacional, com uma nota de 9.5.
A Tunísia, por seu lado, mostrou uma defesa frágil e um ataque ineficaz. A equipa de Jalel Kadri não conseguiu criar perigo na baliza japonesa e cometeu erros individuais que custaram caro. O autogolo de Yassine Meriah e a falta de inspiração no ataque foram os principais responsáveis pela derrota pesada.
A Tunísia, que era uma das equipas que se esperava que lutasse pelo segundo lugar do grupo, terá agora de se recompor para os próximos jogos, onde enfrentará a Alemanha e a Costa do Marfim. A tarefa não será fácil, e a equipa terá de mostrar muito mais do que mostrou neste jogo para ter hipóteses de se qualificar para a fase seguinte.
O próximo jogo do Japão será frente à Costa do Marfim, no dia 25 de junho, no estádio de Santa Clara. A equipa de Moriyasu terá a oportunidade de carimbar o passaporte para a fase seguinte se vencer. A Tunísia, por seu lado, defrontará a Alemanha no mesmo dia, num jogo que se assume como uma verdadeira final para ambas as equipas.
Aviso importante: Este artigo tem fins exclusivamente informativos. As informações sobre o jogo baseiam-se em fontes públicas e podem ser atualizadas pelos clubes e jogadores.
