Lateral de 34 anos fez o seu último jogo pelo clube no Santiago Bernabéu, deu uma assistência para o primeiro golo e saiu de campo em lágrimas, ovacionado por 80 mil adeptos; é o segundo jogador mais titulado da história dos merengues, atrás apenas de Luka Modric
Por Redação Infonews24hs | 23 de maio de 2026
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| Dani Carvajal, capitão do Real Madrid, despediu-se do Santiago Bernabéu com uma assistência e uma ovação de pé, após 13 temporadas e 27 títulos conquistados pelo clube. |
O Santiago Bernabéu viveu uma noite de emoção este sábado, 23 de maio de 2026. Dani Carvajal, uma das maiores lendas da história do Real Madrid, despediu-se do clube da sua vida com uma vitória por 4-2 sobre o Athletic Bilbao, na última jornada da La Liga. O lateral de 34 anos, que passou 13 temporadas na equipa principal, saiu de campo ao minuto 82, substituído por Manu Serrano, e foi ovacionado de pé por 80 mil adeptos, que lhe dedicaram uma guarda de honra formada pelos companheiros e pelos adversários. O capitão, visivelmente emocionado, não conteve as lágrimas.
Para mais informações sobre a época do Real Madrid e a despedida da Champions, consulte o nosso artigo completo.
A despedida em grande estilo: uma assistência para a história
Carvajal não poderia ter planeado um adeus mais simbólico. Aos 13 minutos de jogo, o capitão do Real Madrid fez o que sempre fez de melhor: subiu pela direita e endossou um passe longo e perfeito a rasgar a defesa do Athletic Bilbao. O jovem avançado Gonzalo García, também formado na cantera, recebeu na cara do guarda-redes e não desperdiçou, fazendo o 1-0. Foi o golo da despedida, o golo de um capitão que, mesmo na sua última noite, continuava a construir vitórias para o clube [citation:1].
O jogo teve mais golos: Bellingham ampliou para 2-0 antes do intervalo, Mbappé fez o 3-1 na segunda parte e Brahim Díaz ainda aumentou a vantagem, com o Athletic a reduzir por duas vezes. Mas o resultado foi secundário. Tudo era uma desculpa para celebrar Carvajal e também David Alaba, que também se despediu do clube no mesmo jogo [citation:2].
Ao minuto 69, Alaba saiu e foi aplaudido. Aos 82, chegou a vez de Carvajal. O estádio explodiu numa ovação de pé que durou vários minutos. O lateral abraçou um a um os companheiros, caminhou lentamente em direção ao banco e, antes de se sentar, ainda se virou para a multidão e bateu com a mão no peito, emblema do clube, num gesto que dizia mais do que mil palavras [citation:3].
Sobre o regresso de Toni Kroos ao Real Madrid como treinador, leia o nosso artigo sobre a lenda alemã.
27 títulos e uma estatística impressionante: o segundo mais titulado de sempre
Carvajal despede-se como uma das maiores lendas da história do clube. Durante 13 temporadas, conquistou 27 títulos: 4 Ligas dos Campeões, 5 Mundiais de Clubes, 4 Supertaças Europeias, 3 La Ligas, 2 Taças do Rei e 5 Supertaças de Espanha. É o segundo jogador mais titulado da história do Real Madrid, atrás apenas de Luka Modric, que tem 28 troféus [citation:4].
Mas os números vão além dos títulos. Carvajal disputou 451 jogos oficiais pelo clube, marcou 7 golos e deu 68 assistências. Em 2024, foi eleito o melhor lateral direito do mundo pela FIFA, coroando uma carreira de excelência. A sua estatura física (1,73 m) nunca foi um problema, compensada por uma entrega, raça e inteligência tática que o tornaram num dos laterais mais completos da sua geração [citation:7].
O defesa internacionalizou-se 48 vezes pela seleção espanhola, com a qual conquistou o Campeonato da Europa em 2024 e a Liga das Nações em 2023, feitos que lhe escaparam no clube. A sua polivalência permitiu-lhe jogar também como central e extremo em situações de emergência, revelando um profissionalismo ímpar.
Carvajal começou a sua carreira nas camadas jovens do Real Madrid, em 2002, quando tinha apenas 10 anos. Aos 18, deu o salto para o Bayer Leverkusen, onde jogou uma temporada. Regressou a Madrid em 2013 e nunca mais saiu. É dos poucos jogadores que podem orgulhar-se de ter estado presente em todas as quatro conquistas da Liga dos Campeões entre 2014 e 2024.
Relação tensa com Arbeloa: a despedida que não foi
Se o adeus de Carvajal foi emotivo, a relação com o treinador Álvaro Arbeloa foi exatamente o oposto. O lateral não convidou o técnico para a sua festa de despedida, realizada na quarta-feira, 21 de maio, em Valdebebas, o que foi interpretado como um gesto claro de rutura. A informação, avançada pelo jornal El Confidencial Digital, rapidamente se espalhou pelos meios de comunicação social [citation:8].
De acordo com as mesmas fontes, Carvajal não se conformou com a falta de minutos na reta final da temporada, quando Arbeloa preferiu dar oportunidades ao jovem David Jiménez e ao recém-chegado Trent Alexander-Arnold, contratado no verão para ser o substituto natural do espanhol. As relações terão azedado de vez em fevereiro, depois de um jogo em Valencia, e nunca mais recuperaram [citation:9].
Esta não é a primeira vez que Arbeloa se vê envolvido em polémicas com jogadores do balneário. Durante a época, circularam rumores de desentendimentos com outros pesos pesados do plantel, como Vinicius Júnior e Eduardo Camavinga. A falta de títulos e o ambiente tenso terão contribuído para a decisão da direção em não renovar o contrato do treinador, que também abandona o clube no final da temporada.
A direção do Real Madrid, entretanto, já terá escolhido o sucessor de Arbeloa: José Mourinho, que regressa ao clube 13 anos depois da sua primeira passagem. A novela da sucessão promete aquecer o defeso merengue, com Florentino Pérez a preparar uma remodelação profunda no plantel e no modelo de jogo.
Sobre as tensões no balneário do Real Madrid e outras polémicas na Champions, leia o nosso artigo sobre Raphinha e a eliminação do Barcelona.
O futuro de Carvajal e o legado que deixa no Real Madrid
Com o contrato a terminar a 30 de junho e sem acordo de renovação, Carvajal fica livre para negociar com qualquer clube. O jogador ainda não anunciou o seu próximo destino, mas a imprensa internacional avança que o Inter Miami, de Lionel Messi, e o Al-Hilal, da Arábia Saudita, são os principais interessados. O futebol árabe, que tem investido forte em jogadores experientes, surge como o destino mais provável, com propostas milionárias que podem convencer o lateral a prolongar a sua carreira além-fronteiras.
Independentemente do que o futuro lhe reserva, Carvajal deixa um legado de compromisso e dedicação ao clube. Foi o jogador de campo que mais vezes vestiu a camisola do Real Madrid na última década, ao lado de Toni Kroos e Luka Modric. Foi um exemplo de superação, tendo recuperado de lesões graves que poderiam ter posto fim à carreira de qualquer atleta. Foi um líder dentro e fora de campo.
Ao minuto 82 do seu último jogo, Carvajal saiu de campo e o Bernabéu cantou o seu nome em uníssono. Entre lágrimas, o lateral disse: "Não tivemos duas épocas fáceis, mas tenho a certeza de que voltaremos a vencer, isto é o Real Madrid. Estou muito orgulhoso de ser madridista. Obrigado pelas noites impossíveis, por estarem aqui nos bons e nos maus momentos. Espero que quando se lembrem de mim, o façam com orgulho e com a certeza de que dei tudo por esta camisola." [citation:4]
Numa altura em que o clube se prepara para mais uma revolução, com a possível saída de vários pesos pesados e a chegada de novas estrelas, a despedida de Carvajal simboliza o fim de uma era. A era dos laterais que corriam os 90 minutos sem parar, dos jogadores que davam a vida pelo emblema, dos que sabiam o que era ser madridista. Carvajal era um desses. E vai deixar saudades.
Aviso importante: Este artigo tem fins exclusivamente informativos. As informações sobre transferências e renovações contratuais baseiam-se em especulações da imprensa e não foram confirmadas oficialmente pelos clubes ou pelo jogador.
