Agregado de 3-2 garante passagem dos colchoneros às meias-finais; Barça até venceu por 2-1 no Metropolitano, mas herói da primeira mão voltou a marcar e sentenciou o sonho catalão
O Barcelona está eliminado da Liga dos Campeões 2025/26. Apesar da vitória por 2-1 sobre o Atlético de Madrid nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, no Riyadh Air Metropolitano, o agregado de 3-2 sorriu aos colchoneros, que carimbaram o passaporte para as meias-finais da competição .
Os golos de Lamine Yamal (4′) e Ferran Torres (24′) devolveram a esperança aos catalães, que chegaram a anular a vantagem de 2-0 conquistada pelos madrilenos na primeira mão . Mas Ademola Lookman, aos 31 minutos, reduziu para 2-1 no marcador da noite e colocou o Atlético novamente em vantagem no agregado . O 2-1 no jogo manteve-se até ao apito final, e a equipa de Diego Simeone segurou a eliminatória com a alma e a garra que lhe são características.
Foi uma noite de extremos para o Barcelona: começou com uma exibição avassaladora, marcou dois golos em 20 minutos e dominou por completo, mas foi incapaz de segurar a vantagem e viu o sonho europeu desmoronar-se .
SONHO DE 20 MINUTOS: O BARCELONA ACELERA, MAS NÃO SUSTENTA
Hansi Flick surpreendeu ao lançar uma equipa rejuvenescida, com uma média de idades de 24 anos e 347 dias, a mais jovem de sempre do clube em jogos a eliminar da Champions . A aposta no ataque rápido e vertical resultou nos primeiros 45 minutos.
Lamine Yamal, a grande esperança catalã, não desperdiçou. Aos 4 minutos, aproveitou um erro clamoroso de Clément Lenglet na defesa do Atlético, isolou-se e bateu Juan Musso com um remate colocado, inaugurando o marcador e reduzindo a desvantagem no agregado para 2-1 .
O Metropolitano ainda nem tinha recuperado do choque e o Barcelona ampliou. Aos 24 minutos, Dani Olmo, num dos seus melhores jogos da temporada, soltou um passe magistral a rasgar a defesa para Ferran Torres. O atacante não hesitou e atirou com violência para o fundo das redes, fazendo o 2-0 na noite e empatando a eliminatória (2-2 no agregado) . O sonho da remontada estava no ar.
A eliminatória estava empatada, mas a alegria durou apenas sete minutos. O pesadelo voltou a instalar-se no lado catalão aos 31 minutos. Antoine Griezmann, sempre ele, apareceu a desmarcar Fernando Llorente na direita, que cruzou rasteiro para o meio da área. Ademola Lookman, o nigeriano que já tinha sido herói no primeiro jogo? Não, no primeiro jogo os heróis foram Julián Alvarez e Alexander Sorloth . Lookman apareceu no sítio certo para empurrar para o golo, fazendo o 1-2 na partida e recolocando o Atlético em vantagem no agregado (3-2) .
A partir daí, o jogo transformou-se num drama emocionante. O Barcelona atacou com desespero, o Atlético defendeu com a alma. A etapa final foi um monólogo catalão, mas a baliza de Juan Musso permaneceu inexpugnável.
No final, o 1-2 no marcador do Metropolitano não foi suficiente. O agregado de 3-2 garante que o Atlético de Madrid segue em frente e vai defrontar o vencedor do duelo entre Bayern e Real Madrid nas meias-finais .
A POLÉMICA QUE MARCOU O ADEUS
A eliminação do Barcelona não ficará, no entanto, sem polémica. O clube catalão já tinha anunciado, após a derrota por 2-0 no Camp Nou, que iria apresentar uma queixa formal à UEFA. O alvo da discórdia foi a atuação do árbitro István Kovács, que os catalães consideraram lesiva para os seus interesses .
O principal motivo de revolta foi uma mão na bola do defesa do Atlético, Marc Pubill, dentro da área, quando este já tinha um amarelo. O lance ocorreu ainda na primeira mão, quando o jogo estava 1-0 para os colchoneros. O árbitro húngaro não assinalou a grande penalidade nem mostrou o segundo amarelo a Pubill, que acabaria por ser decisivo ao longo do resto do embate .
"O clube considera que a arbitragem não cumpriu a lei atual, influenciando diretamente o desenrolar do jogo e o resultado. O Barcelona entende que esta decisão, juntamente com uma grave falta de intervenção do VAR, representa um erro maior", escreveu o clube no comunicado enviado ao organismo que rege o futebol europeu .
Apesar da queixa, a UEFA já veio dizer, através de fonte oficial, que não comenta casos em análise, deixando no ar a possibilidade de serem abertas investigações.
O FIM DE UMA ERA?
A eliminação na Champions League, juntamente com a recente derrota na final da Taça do Rei, pode significar o fim do sonho da época dourada para o Barcelona de Hansi Flick .
Apesar da vitória moral no Metropolitano e de terem conseguido dar a volta ao resultado no jogo, a verdade é que a campanha europeia dos catalães fica aquém das expectativas. O plantel, recheado de estrelas como Lewandowski, que ficou no banco de suplentes na partida decisiva , ou Marcus Rashford, não conseguiu estar à altura do objetivo mínimo que era a chegada às meias-finais.
Agora, resta ao Barcelona focar-se na luta pelo título da Liga Espanhola, onde lidera com 22 pontos de vantagem sobre o 5.º classificado . Uma conquista que, ainda que importante, dificilmente apagará a
