ATLÉTICO DE MADRID CAI NOVAMENTE NA FINAL DA TAÇA DO REI NOS PENÁLTIS

ATLÉTICO DE MADRID CAI NOVAMENTE NA FINAL DA TAÇA DO REI NOS PENÁLTIS

Guarda-redes Unai Marrero da Real Sociedad defende penálti na final da Taça do Rei contra o Atlético de Madrid Unai Marrero Copa del Rey 2026
Unai Marrero foi o herói da final ao defender duas penalidades e dar o título da Taça do Rei à Real Sociedade em Sevilha

Unai Marrero defende duas penalidades, Real Sociedad conquista título 39 anos depois e Antoine Griezmann pode sair do clube sem qualquer troféu na época de despedida

A maldição voltou a bater à porta do Atlético de Madrid nas finais da Taça do Rei. No Estádio de La Cartuja, em Sevilha, a Real Sociedad venceu o conjunto colchonero por 4-2 na marca de penálti, depois de um empate a duas bolas no final do prolongamento .

O desfecho foi cruel para a equipa de Diego Simeone. O jovem guarda-redes Unai Marrero, de 22 anos, brilhou na cerimónia das grandes decisões ao defender duas penalidades e levar o troféu para San Sebastián .

A noite em Sevilha começou da pior maneira possível para os madrilenos. Aos 14 segundos de jogo, Ander Barrenetxea inaugurou o marcador para a Real Sociedad, o golo mais rápido alguma vez marcado numa final da Taça do Rei .

A equipa de Matarazzo entrou em campo com uma agressividade que surpreendeu os campeões europeus. O Atlético, ainda a recuperar do esforço da eliminatória frente ao Barcelona na Champions, acusou o choque .

A resposta não demorou muito. Aos 18 minutos, Ademola Lookman recebeu dentro da área, limpou o marcador e cruzou um remate seco ao canto esquerdo de Marrero. O nigeriano, contratado no verão, voltou a mostrar serviço num momento decisivo .

O primeiro tempo ainda reservava mais emoção. Aos 42 minutos, o árbitro Alberola Rojas assinalou penálti a favor da Real Sociedad. Juan Musso, guarda-redes argentino do Atlético, saiu a atrasado a um lance aéreo e derrubou Gonçalo Guedes dentro da área. O lance foi claro e o VAR nem precisou de intervir .

Mikel Oyarzabal, capitão da Real, não tremeu. O avançado espanhol enganou Musso e colocou a sua equipa novamente em vantagem, resultado com que se chegou ao intervalo .

O segundo tempo foi de domínio absoluto do Atlético. Simeone lançou toda a artilharia pesada, mas a defesa da Real Sociedad, organizada e disciplinada, resistiu aos ataques consecutivos. Julian Alvarez, a grande figura da Champions frente ao Barcelona, estava apagado .

Até que, aos 85 minutos, o argentino despertou. Num lance de génio, Alvarez dominou uma bola nas costas da defesa com um toque suave de calcanhar que deixou o defesa adversário no chão. Na cara do guarda-redes, não desperdiçou: 2-2 e prolongamento .

O coração do Atlético batia mais forte. Com a equipa moralizada e o empate no bolso, o prolongamento parecia um trampolim para a vitória. Mas a noite não estava escrita para Simeone.

Com o cansaço acumulado de uma época intensa e a pressão de falhar títulos a aumentar, o Atlético nunca mais foi a mesma equipa. Nos 30 minutos extra, a equipa controlou mas não conseguiu criar oportunidades claras para desbloquear o nulo. A final decidir-se-ia nos penáltis .

E foi ali que a história se repetiu. Tal como em 1987, a Real Sociedad voltou a vencer o Atlético na final da Taça do Rei na marca das grandes penalidades .

Desta vez, o herói chamou-se Unai Marrero. O jovem guarda-redes defendeu as penalidades de Alexander Sorloth e Julian Alvarez, dando o título à equipa basca .

Enquanto os jogadores da Real Sociedad celebravam efusivamente, o balneário do Atlético ficou em silêncio. Um silêncio particularmente doloroso para Antoine Griezmann.

O francês de 35 anos, que vai deixar o clube no final da época para assinar pelo Orlando City, da MLS, sonhava com um final feliz. "Jogar a final da Taça é o meu sonho, o meu objetivo, e espero que possamos fazer algo grandioso", disse o francês há poucas semanas .

Diego Simeone, visivelmente abalado, admitiu a dor da derrota mas pediu concentração no que resta da época. "A dor de perder uma final é enorme, especialmente para o Griezmann, que merecia um final diferente. Mas ainda temos objetivos pela frente", afirmou o técnico argentino .

Agora, a época de Simeone e de Griezmann tem uma última bala na agulha: a Liga dos Campeões.

O Atlético defronta o Arsenal nas meias-finais, e o primeiro jogo joga-se já na próxima quarta-feira, 29 de abril, no Estádio Metropolitano .

Para Griezmann, a última dança ainda não terminou. Simeone, citado pela AFP, ainda acredita no "milagre". "Espero que Deus e o destino lhe dêem o que ele procura no tempo que lhe resta de futebol", afirmou o treinador .

A eliminação na Taça do Rei doi, mas Simeone recusou-se a atirar a toalha ao chão. "Só perceberemos com o tempo que tivemos e ainda temos um génio do futebol", disse, numa referência velada a Griezmann .

Resta saber se esse génio terá forças para levar o Atlético a Budapeste e escrever o final feliz que Real Sociedad lhe negou.

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