Liderança de 9 pontos em março reduziu-se a 3 pontos em abril; derrota no Etihad expõe fragilidade mental dos gunners Por Redação Infonews24hs | 19 de abril de 2026
O Arsenal voltou a dececionar. A equipa de Mikel Arteta, que há poucas semanas liderava a Premier League com uma vantagem confortável de nove pontos sobre o Manchester City, viu o seu sonho de conquistar o título inglês escapar mais uma vez. A derrota por 2-1 no Etihad Stadium, este domingo, 19 de abril de 2026, deixou os gunners com uma vantagem reduzida a apenas três pontos, com o City a ter ainda um jogo a menos. O resultado foi o culminar de um mês de abril desastroso para o clube do norte de Londres. Eliminado da Taça da Liga pelo City, afastado da Taça de Inglaterra pelo Southampton, da segunda divisão, e agora com a liderança do campeonato em risco, o Arsenal parece ter repetido o padrão de colapso nas fases decisivas que já lhe custou títulos nas últimas três temporadas. O colapso de abril: uma história repetidaOs números mostram que o mês de abril tem sido historicamente o pior período para Mikel Arteta no comando do Arsenal. O técnico espanhol tem uma taxa de vitórias de apenas 42 por cento em jogos de liga disputados neste mês, o seu pior registo mensal. Em contraste, Pep Guardiola venceu cerca de 80 por cento dos seus jogos em abril ao serviço do Manchester City. O padrão é preocupante. Em 2022, foram três derrotas consecutivas em abril. Em 2023, três empates seguidos e uma derrota frente ao City. Em 2025, três empates. Agora, em 2026, a equipa voltou a tropeçar no momento mais crítico da temporada. O jogo que decidiu o rumo do campeonatoO confronto direto no Etihad era apontado como a final do campeonato. O Arsenal chegou com uma vantagem de seis pontos, mas com uma forma preocupante: apenas uma vitória nos últimos cinco jogos em todas as competições. O City, pelo contrário, vinha de três vitórias consecutivas sobre Arsenal, Liverpool e Chelsea, num agregado de 9-0. O jogo começou mal para os visitantes. Aos 14 minutos, Rayan Cherki aproveitou um erro na saída de bola do Arsenal e isolou Erling Haaland, que não perdoou. O norueguês bateu David Raya com um remate seco e colocou o City em vantagem. O Arsenal ainda reagiu e chegou ao empate aos 37 minutos. Num lance de insistência na área, a bola sobrou para Martin Zubimendi na entrada da área, e o médio espanhol atirou de primeira, com a bola a desviar em Rúben Dias antes de entrar. O empate deu alguma confiança aos visitantes, mas durou pouco. Aos 68 minutos, numa jogada de contra-ataque rápido, Phil Foden combinou com Cherki e este serviu Nico O'Reilly na esquerda. O lateral avançou e cruzou rasteiro para o meio da área, onde Antoine Semenyo, mais rápido do que a defesa, desviou de primeira para o fundo das redes. O resultado final foi 2-1 para o City. Guardiola cumpriu a promessa de deixar o título em aberto, e as duas equipas separam-se agora por apenas três pontos, com o City a ter um jogo a menos em casa com o Crystal Palace. A fragilidade mental da equipa de ArtetaA análise do jogo mostra uma equipa ansiosa e com medo de vencer. O Arsenal tem mostrado dificuldade em lidar com a pressão nos momentos decisivos, algo que já custou títulos nas últimas temporadas. A dependência excessiva do guarda-redes David Raya para iniciar a construção de jogo tem sido um problema, pois permite ao adversário pressionar alto e forçar erros. O ataque também tem sido previsível. Viktor Gyökeres, o avançado sueco contratado a peso de ouro, tem dificuldade em segurar a bola de costas para a baliza, o que faz com que os lançamentos longos resultem quase sempre em perda de posse. O Arsenal é apenas a quarta equipa com mais oportunidades criadas em jogo corrido na Premier League, atrás de Liverpool, Manchester United e Manchester City. Tabela 1. Histórico do Arsenal em abril (2022-2026)
Lesões e cansaço pesam na reta finalBukayo Saka, Jurrien Timber, Riccardo Calafiori, Martin Odegaard e Mikel Merino estão todos lesionados. A espinha dorsal da equipa, que tantas alegrias deu no início da temporada, está completamente desfeita. O esforço europeu também pesou. Enquanto o City foi eliminado nos oitavos de final da Champions League e teve semanas de descanso, o Arsenal teve de disputar dois jogos intensos com o Sporting Lisbon para garantir um lugar nas meias-finais. O calendário e os próximos desafiosApesar da derrota, o Arsenal ainda lidera com 70 pontos, três acima do Manchester City, que tem um jogo a menos. Os citizens recebem o Crystal Palace no meio da semana e, se vencerem, saltam para a liderança. O calendário também não favorece os gunners. Na próxima jornada, o Arsenal recebe o Crystal Palace, enquanto o City joga em casa com o West Ham. A última jornada reserva um confronto dramático: o City termina com o Liverpool, enquanto o Arsenal recebe o Fulham. A vantagem pode ser ilusória. A história do Arsenal nos últimos anos prova que, quando a pressão aperta, a equipa de Arteta tende a vacilar. E desta vez, o opositor é Pep Guardiola, um treinador que já ganhou 80 por cento dos seus jogos em abril. O que falta ao Arsenal para ser campeãoO Arsenal precisa de mostrar no campo que aprendeu com os erros do passado. Precisa de encontrar soluções ofensivas que não passem apenas por Viktor Gyökeres e precisa de recuperar a solidez defensiva que o caracterizou no início da temporada. A época ainda não acabou. Há uma Champions League para disputar e um título para conquistar. Mas a sensação entre os adeptos é de déjà vu. Mais uma vez, o Arsenal parece estar a deixar escapar aquilo que quase tinha na mão. A diferença é que, desta vez, pode não haver um próximo ano para Mikel Arteta. Aviso importante: Este artigo tem fins exclusivamente informativos. As informações sobre jogos e classificações são baseadas em fontes públicas e podem ser atualizadas pelos clubes após a publicação. Referências completas
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