O MUNDO SEGURA A RESPIRAÇÃO: MESSI AINDA NÃO DECIDIU SE VAI AO MUNDIAL

O futebol mundial vive com um nó na garganta. Lionel Messi, o melhor jogador de todos os tempos, ainda não confirmou se vai defender a Argentina no Mundial 2026, que decorre nos Estados Unidos, no Canadá e no México. A três meses do arranque da competição, a dúvida que paralisa o futebol continua sem resposta, e o próprio seleccionador argentino, Lionel Scaloni, admitiu esta sexta-feira que a decisão cabe exclusivamente ao capitão da Albiceleste.

Scaloni foi directo e sem rodeios na conferência de imprensa realizada à margem dos amistosos contra a Mauritânia e a Zâmbia, em La Bombonera. "Quero muito que ele esteja lá, mas a decisão é dele. Tomara que sim. É uma questão para ele. Não sou eu quem deve responder. Ele conquistou o direito de poder decidir com tranquilidade. Não temos pressa", afirmou o seleccionador argentino, numa declaração que, dita com toda a serenidade, esconde a ansiedade que consome a Argentina e o mundo inteiro. A Argentina enfrenta a Mauritânia esta sexta-feira e a Zâmbia na próxima terça-feira, com Messi confirmado para participar em ambos os jogos, embora o técnico não saiba ainda quantos minutos irá disputar ou se será titular.

O próprio Messi tem alimentado a incerteza com declarações que oscilam entre o desejo e a resignação. Em Setembro do ano passado, após marcar dois golos na goleada por 3-0 frente à Venezuela pelas eliminatórias, o craque de 38 anos foi mais longe do que nunca na sua hesitação pública. "Por lógica, o mais normal é que não jogue uma Copa do Mundo aos 39 anos. Dia após dia, tento sentir-me bem e, acima de tudo, ser honesto comigo mesmo. Quando me sinto bem, gosto, mas quando não, sinceramente, prefiro não estar lá. Ainda não tomei uma decisão", afirmou Messi, numa declaração que abalou a Argentina inteira e desencadeou um debate que desde então não parou.

Semanas depois, em Novembro, o tom mudou ligeiramente para um optimismo cauteloso. Em entrevista ao jornal Sport, Messi confirmou a vontade de estar no Mundial mas impôs uma condição inegociável: chegar fisicamente apto e em condições de ajudar a equipa. "Não quero ser um peso para o grupo. Quero sentir-me bem fisicamente e estar seguro de que posso contribuir. Mas estou muito animado com a possibilidade de jogar e vou fazer de tudo no dia-a-dia para isso acontecer", declarou o capitão argentino, deixando claro que a forma física será o árbitro final desta decisão histórica.

Ao lado de Messi no Inter Miami, Luis Suárez garantiu que o amigo tem genuína vontade de disputar o que seria o sexto e último Mundial da sua carreira, uma marca que igualaria Cristiano Ronaldo e ficaria para sempre na história do futebol. "Ele tem essa gana de jogar o Mundial. Muitas vezes falamos em tom de brincadeira, mas ele também quer estar lá", revelou o uruguaio, acrescentando que ambos não conversaram ainda em detalhe sobre o assunto.

A Argentina será uma das grandes favoritas ao título no próximo verão, com um grupo de enorme qualidade construído à volta do legado de 2022. Sem Messi, a Albiceleste perde muito mais do que um jogador: perde o símbolo vivo de uma geração que finalmente chegou ao topo do mundo em Qatar. Com Messi, a Argentina chega ao Mundial com o campeão em título e o melhor jogador da história. A diferença, em termos emocionais e desportivos, é incalculável.

O tempo corre. O Mundial arranca a 11 de Junho, no Estádio Azteca, na Cidade do México. Messi tem 38 anos e o corpo como juiz supremo. O mundo inteiro espera, reza e torce para que a resposta seja sim.

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