Infantino é direto: Irã estará na Copa do Mundo 2026 e não há outro plano

 

O presidente da FIFA reuniu-se pessoalmente com Donald Trump e saiu com garantias formais de que a seleção iraniana terá permissão para jogar em solo americano, mesmo com a guerra entre os dois países.

Futebol Mundial · Leitura: 4 min · 

Gianni Infantino não deixou margem para dúvidas. O presidente da FIFA reuniu-se com Donald Trump e voltou com uma resposta clara: o Irã está garantido na Copa do Mundo de 2026. Não há plano B, não há alternativa. A seleção iraniana vai jogar, mesmo com uma guerra em curso entre os dois países há mais de um mês.

A situação parecia um impasse sem saída. Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram bombardeamentos contra o território iraniano, desencadeando um conflito armado no Oriente Médio que mudou o cenário do maior torneio de futebol do planeta. O Irã havia se classificado para o Mundial pela Confederação Asiática de Futebol e ficou no Grupo G, ao lado de Bélgica, Nova Zelândia e Egito, com os três jogos marcados para Los Angeles e Seattle, em solo americano.

"Durante nossa conversa, o presidente Trump reiterou que a seleção iraniana é bem-vinda, sem dúvida, para disputar o torneio nos Estados Unidos."

Gianni Infantino, presidente da FIFA, em publicação no Instagram após reunião com Trump

A reunião entre Infantino e Trump foi pautada pela necessidade de garantir que questões fora de campo não interferissem na logística do torneio. O presidente da FIFA reforçou que o Irã se classificou por mérito esportivo e que qualquer exclusão por razões políticas criaria um precedente perigoso para o futebol mundial. Trump, que recebeu o Prémio da Paz da FIFA das mãos do próprio Infantino em dezembro, correspondeu com as garantias pedidas.

Mas o próprio Irã complica o que parecia resolvido. O ministro do desporto iraniano declarou que o país está a "boicotar os Estados Unidos", mas não a Copa do Mundo, sugerindo a necessidade de realocar as partidas para outro país anfitrião. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, respondeu rapidamente: o México está disposto a receber a seleção iraniana na fase de grupos. A FIFA, por sua vez, mantém a posição de que o calendário segue como planejado.

Se a desistência do Irã se confirmar, seria a primeira ausência de uma seleção já classificada desde que França e Índia abandonaram a Copa de 1950, realizada no Brasil. O substituto lógico seria o Iraque, que participa do playoff intercontinental, mas a decisão final caberia à FIFA. A multa por desistência é de 250 mil francos suíços e dobraria caso a retirada acontecesse a menos de um mês do início do torneio.

A Copa começa em 11 de junho. Faltam pouco mais de dois meses. Infantino resume o que sente em poucas palavras: o mundo precisa deste evento agora mais do que nunca. O futebol, segundo ele, não pode ser punido pelas decisões dos governos. Resta saber se o Irã chegará ao mesmo entendimento a tempo.

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