Portugal Fortalece Papel de Mediador no Médio Oriente com Novo Plano de Ações

Portugal Fortalece Papel de Mediador no Médio Oriente com Novo Plano de Ações



Lisboa Anuncia Medidas Diplomáticas para Paz Duradoura em Gaza e Diálogo com o Golfo

LISBOA, 27 de Junho de 2024 – Portugal reforçou hoje o seu compromisso diplomático no Médio Oriente ao anunciar, através dos ministérios dos Negócios Estrangeiros e dos Assuntos Parlamentares, um plano de “ações prioritárias” que incluem a intermediação de um cessar-fogo duradouro em Gaza, o aprofundamento do diálogo com as capitais árabes do Golfo e a manutenção da suspensão de licenças para a exportação de material militar a Israel.

Segundo fontes governamentais, o pacote de medidas foi aprovado na última reunião do Conselho de Ministros e visa “consolidar a posição portuguesa como mediador credível” no conflito israelo-palestiniano, sem abdicar dos princípios de direito internacional. O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, sublinhou que Lisboa “não hesitará” em reconhecer formalmente o Estado da Palestina “se e quando tal passo se revelar decisivo para reativar o processo de paz”.

Entre os pontos mais relevantes do plano constam:

• Criação de uma equipa diplomática avançada – liderada por um enviado especial – que passará a reunir-se mensalmente com representantes israelitas e palestinianos em Amã, Cairo e Tel-Aviv;
• Reforço de €10 milhões em ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, canalizados através da UNRWA e de organizações não-governamentais portuguesas;
• Convocação de uma conferência sobre reconstrução e segurança regional a realizar-se em Lisboa no último trimestre de 2024, com o apoio da União Europeia, da Liga Árabe e da ONU;
• Apoio técnico, em parceria com o Banco Europeu de Investimento, a projetos de transição energética no Magrebe e no Levante, considerados “essenciais para a estabilidade económica” da região.

Questionado sobre críticas de alegada “incoerência” na aplicação de sanções, Rangel garantiu que Portugal “aplica o mesmo rigor jurídico e moral” às violações de direitos humanos “seja na Ucrânia, seja em Gaza”. Já o Ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Duarte, reforçou que a suspensão das exportações de armamento a Israel “permanece em vigor” e que Lisboa “continuará a levantar pontes” com o governo israelita para evitar o isolamento diplomático.

Especialistas ouvidos pelo Diário Internacional consideram que a estratégia portuguesa reflete a realidade de uma potência média: “Portugal não tem peso militar para alterar o conflito, mas possui capital diplomático e reputação de honest broker”, afirma a investigadora Marta Coelho, do Instituto Português de Relações Internacionais. “A chave será articular-se com Bruxelas, Washington e as capitais árabes para manter relevância.”

A oposição parlamentar dividiu-se. O Partido Socialista saudou a “coerência multilateral” do executivo, enquanto o Bloco de Esquerda pediu reconhecimento imediato do Estado palestiniano. Já o Chega classificou a posição de “ambígua”, alegando que “fragiliza a relação com Israel, aliado estratégico do Ocidente”.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, elogiou a iniciativa, mas advertiu: “Quem tem poder, usa-o; por isso, a diplomacia portuguesa precisa de aliados fortes para transformar apelos em resultados.”

  

Paulo Poba

Sou um apaixonado por futebol e anime, atualmente no último ano do curso de Ciência da Computação no Instituto Superior da Politécnico da Caaála. Desde cedo, sempre sonhei em ter um espaço dedicado a notícias esportivas, o que me levou a criar minha página em 2016. Desde então, venho me dedicando com afinco, buscando constantemente aprimorar meu conteúdo e alcançar um público cada vez maior. Meu objetivo é tornar minha plataforma uma referência no mundo esportivo, combinando minha paixão pelo esporte com minhas habilidades em tecnologia.

Post a Comment

Previous Post Next Post